É impossível expressar: tudo.
Aí, a gente tem uma base comum, que é a língua comum, que todo mundo usa.
Ela não satisfaz as pessoas, mas funciona.
O desejo da expressão poética é a vontade de fazer a língua expressar o que realmente acontece, o que realmente a gente sente.
O que não é possível pela língua.
Então, não existe uma técnica ou um potencial.
É uma intervenção, é uma coisa que acontece: é como uma criança brincando, você desestabiliza o próprio fluxo do tempo, da linguagem e do pensamento. E aí você expressa.
O que eu estou fazendo, falando aqui e agora, a você, é isso.
E no entanto o que eu estou falando faz todo o sentido.
Você não precisa de nenhuma situação, nem de nenhuma força ou energia, nem de nenhum saber prévio.
Ao contrário. Você precisa esvaziar o seu saber, e deixar fluir o seu ser intempestivo, quer dizer, criativo.
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